30 de janeiro, 2026

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Ano letivo nas escolas estaduais de SP começa na segunda-feira (2); confira o que muda em 2026

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Mais de 3,1 milhões de alunos retornam às aulas em São Paulo com ampliação do ensino técnico, escolas cívico-militares e reforço na recomposição da aprendizagem

Os 3,1 milhões de estudantes das mais de 5 mil escolas da rede estadual de São Paulo retornam às salas de aula na próxima segunda-feira (2), marcando o início do ano letivo de 2026. Para este novo ciclo, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) anunciou uma série de mudanças e ajustes voltados à melhoria da aprendizagem, com impacto do Ensino Fundamental ao Ensino Médio.

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Entre as principais ações estão a ampliação das vagas do Ensino Médio Técnico, o início das atividades de 100 escolas no modelo cívico-militar, a expansão do programa de tutoria para recomposição da aprendizagem e o fortalecimento de iniciativas já em andamento, como Provão Paulista, Prontos pro Mundo e Alfabetiza Juntos SP.

Segundo o secretário estadual da Educação, Renato Feder, o planejamento para 2026 mantém projetos considerados exitosos e incorpora novidades que buscam elevar o desempenho educacional dos estudantes. De acordo com a pasta, as medidas foram organizadas para atingir desde a alfabetização até a formação técnica e profissional.

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No Ensino Médio Técnico, a rede estadual alcançará 231 mil matrículas em 2.212 escolas, número significativamente superior às 35 mil vagas ofertadas em 2023. A oferta de cursos também foi ampliada e passa a contar com 11 opções, incluindo eletrônica e meio ambiente, além de áreas como administração, agronegócio, ciência de dados, desenvolvimento de sistemas, enfermagem, farmácia, hospedagem, logística e vendas. Outras 60 formações seguem sendo oferecidas em parceria com o Senai-SP e o Senac-SP.

Os estudantes da 2ª e 3ª séries do itinerário técnico continuam integrando o Programa Bolsa Estágio Ensino Médio (BEEM). Em 2025, cerca de 10 mil alunos foram contratados por empresas parceiras, com bolsas mensais de até R$ 851,46. Para 2026, a expectativa da Seduc-SP é abrir mais 30 mil oportunidades até o segundo semestre.

Outro destaque do novo ano letivo é a implantação do modelo Escola Cívico-Militar em 100 unidades distribuídas por 89 municípios. A escolha das escolas ocorreu após três rodadas de consulta pública envolvendo estudantes, responsáveis, professores, gestores e funcionários. As unidades seguirão o Currículo Paulista e contarão com apoio de monitores na área de disciplina, segurança, acolhimento e promoção de valores cívicos. Os militares vinculados ao programa passarão por avaliações periódicas, realizadas por diretores e alunos.

Na área pedagógica, a Seduc-SP ampliará o programa de tutoria e recomposição da aprendizagem em língua portuguesa e matemática para estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Nos anos iniciais, o foco será a alfabetização e o letramento matemático. Já do 6º ao 9º ano, a atenção será direcionada a alunos com maior defasagem nas disciplinas. O número de escolas participantes nos anos finais passará de 2.800 para 3.400 em toda a rede.

Para o Ensino Médio, professores de orientação de estudos continuam contando com o apoio de estagiários do programa Aluno Monitor do BEEM. Em 2025, mais de sete mil estudantes da 3ª série atuaram como monitores dos colegas. A partir de 2026, alunos da 1ª à 3ª série poderão concorrer às vagas, com seleção prevista para começar em 9 de fevereiro.

Os dados mais recentes do programa Alfabetiza Juntos SP indicam avanço na alfabetização. A Avaliação de Fluência Leitora, aplicada no fim de 2025, apontou que 76% dos estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental apresentam leitura adequada para a idade. Em comparação com 2023, houve aumento de 50% no número de crianças leitoras nos níveis mais altos de aprendizagem, além da redução dos índices de pré-leitura.

Outra mudança anunciada para 2026 é a ampliação das equipes gestoras nas escolas estaduais. A quantidade de diretores, coordenadores pedagógicos e vice-diretores passará a ser definida conforme o número de alunos atendidos. Unidades com até 200 estudantes terão, no mínimo, diretor, coordenador pedagógico e gerente de organização escolar. Escolas com mais de 201 alunos contarão com reforço progressivo da equipe. Todas as unidades também terão, ao menos, dois agentes de organização escolar.

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