19 de março, 2026

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Alterações na urina podem indicar doenças nos rins; saiba quando se preocupar

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Especialista alerta que mudanças na cor, odor e aparência podem ser sinais de problemas renais, inclusive condições raras e silenciosas.

Pequenas mudanças na urina, como alteração na cor, cheiro ou presença de espuma, podem indicar que algo não vai bem com a saúde dos rins. O alerta é da nefrologista Dra. Maria Helena Vaisbich, coordenadora do Comitê de Doenças Raras da Sociedade Brasileira de Nefrologia, que reforça a importância de observar sinais simples do dia a dia.

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Segundo a especialista, muitas doenças renais evoluem de forma silenciosa, o que torna a atenção a esses sinais ainda mais importante. Entre os fatores mais comuns associados a problemas nos rins estão obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, mas existem também condições raras que podem comprometer a função renal.

Um exemplo é a glomerulopatia por complemento 3 (C3G), uma doença considerada ultrarrara e causada por alterações no sistema imunológico. Quando desregulado, esse sistema pode provocar inflamações que afetam diretamente os rins e prejudicam sua capacidade de filtrar o sangue.

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A especialista explica que, em casos como esse, um dos sinais de alerta pode ser a urina espumosa, geralmente associada à presença de proteínas. Isso indica que o processo de filtragem dos rins pode não estar funcionando corretamente.

Além disso, outros sintomas podem aparecer, como inchaço, pressão alta, cansaço, ansiedade e até alterações no humor. Por serem sinais inespecíficos, muitas vezes são confundidos com outras condições, o que pode atrasar o diagnóstico.

Alterações na urina também podem indicar outras doenças. A presença de sangue, por exemplo, pode estar relacionada a diferentes problemas, incluindo condições raras. Já odor forte, dor ao urinar ou mudanças no volume urinário podem sinalizar desde infecção urinária até cálculos renais.

A Doença Renal Crônica é considerada um problema de saúde pública e afeta milhões de pessoas. Um dos principais desafios é que, nas fases iniciais, a condição pode não apresentar sintomas claros.

Por isso, a orientação é simples: observar a urina e realizar exames periódicos pode ser fundamental para identificar alterações precocemente e iniciar o tratamento adequado o quanto antes.

Caso haja qualquer mudança persistente, a recomendação é procurar avaliação médica para investigação.

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