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Uma rara água-viva-fantasma gigante (Stygiomedusa gigantea) foi registrada a cerca de 250 metros de profundidade no Atlântico Sul, ao largo da Argentina. O animal pode atingir até um metro de diâmetro e apresentar braços que chegam a 10 metros de comprimento, dimensões comparáveis às de um ônibus escolar.
O registro foi feito durante uma expedição do Schmidt Ocean Institute, a bordo do navio de pesquisa R/V Falkor (too), com uso do veículo operado remotamente ROV SuBastian, segundo informações divulgadas pelo G1 e por O Globo.
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A espécie vive em águas profundas e raramente é observada. De acordo com o instituto, a Stygiomedusa gigantea não possui tentáculos urticantes (que liberam substâncias tóxicas) e utiliza seus longos braços para capturar presas.
Recifes vulneráveis
A expedição percorreu a margem continental argentina, do litoral de Buenos Aires até áreas próximas à Terra do Fogo, e também identificou extensos recifes de coral de águas frias, formados principalmente pela espécie Bathelia candida.
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Esses corais crescem lentamente, podem viver por centenas de anos e são classificados como ecossistemas marinhos vulneráveis, por serem sensíveis a impactos humanos.
Os pesquisadores ainda documentaram o maior recife conhecido dessa espécie no oceano, áreas de exsudações frias (fundo oceânico em que compostos químicos liberados pelo solo marinho permitem a existência de vida mesmo sem luz do sol). E, por fim, também registraram uma lula-de-vidro a 1.725 metros de profundidade.
Segundo o Schmidt Ocean Institute, os dados coletados serão analisados para embasar estudos sobre biodiversidade e conservação marinha. Ainda conforme a entrevista que vastas áreas do Atlântico Sul ainda permanecem pouco exploradas pela ciência.

Fonte: Um Só Planeta