África do Sul manifesta interesse em sediar o Mundial de Clubes

A África do Sul está interessada em receber o Mundial de Clubes de 2021, que deve ser realizado em dezembro deste ano. Após a desistência do Japão, o presidente da Associação Sul-Africana de Futebol, Danny Jordan, declarou à agência de notícias “AP” que vai oficializar sua proposta à Fifa.

Jordan deve se encontrar esta semana com a secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, em Lagos, na Nigéria. Na ocasião, o dirigente sul-africano vai se informar sobre quais procedimentos o país deve tomar para oficializar sua candidatura. À agência “AP”, Danny Jordan reiterou que tem o apoio do governo de seu país.

Estádio Soccer City, em Johanesburgo, na África do Sul, palco da abertura e da final da Copa do Mundo de 2010 — Foto: Leandro Canônico
Estádio Soccer City, em Johanesburgo, na África do Sul, palco da abertura e da final da Copa do Mundo de 2010 (Foto: Reprodução)

O presidente da Confederação Africana de Futebol também é sul-africano e um detalhe chama atenção diante do interesse do país em sediar o Mundial de clubes. O empresário Patrice Motsepe assumiu a entidade em abril deste ano. Ele é dono do Mamelodi Sundowns, atual campeão nacional da África do Sul e que, portanto, teria direito a disputar o torneio, se ele ocorrer no local.

O presidente da federação sul-africana, Danny Jordaan, afirmou que tem o aval das autoridades públicas do país para liberar o público nos estádios, algo essencial para a Fifa realizar o Mundial de Clubes. A África do Sul é o país mais afetado do continente na pandemia, com mais de 2,8 milhões de casos e mais de 84 mil mortes. No entanto, a média de novos casos por dia está em cerca de 4 mil nesta semana, bem inferior aos registrados meses atrás.

A Fifa ainda não se manifestou publicamente sobre o destino da competição, mas confirmou a informação de que ela não ocorrerá mais no Japão. A nação asiática desistiu de voltar a sediar o torneio devido às restrições impostas pela pandemia do coronavírus.

Patrice Motsepe é o presidente da Confederação Africana de Futebol: ele é sul-africano e dono do atual campeão sul-africano, que poderia participar do Mundial, caso o torneio vá para o país — Foto: Divulgação/CAF
Patrice Motsepe é o presidente da Confederação Africana de Futebol: ele é sul-africano e dono do atual campeão sul-africano, que poderia participar do Mundial, caso o torneio vá para o país (Foto: Divulgação/CAF)

A federação japonesa contava com a liberação total de público para sediar as partidas, o que não deveria ocorrer, caso o Mundial fosse em solo japonês.

A Fifa havia anunciado em dezembro do ano passado que o Mundial de Clubes retornaria ao Japão em 2021. Ainda não há uma decisão sobre quando vai ser a competição no seu formato ampliado, com 24 clubes, que estava prevista para ser este ano, mas foi adiada devido à pandemia.

O torneio voltaria ao Japão depois de quatro edições: em 2017 e 2018, os Emirados Árabes Unidos foram a sede, e os dois últimos ocorreram no Catar. O Japão é o país que mais vezes recebeu o Mundial de Clubes organizado pela Fifa, oito. A África recebeu o torneio duas vezes, em 2013 e 2014, no Marrocos.

O país também sediou, entre 1980 e 2004, a antiga Copa Intercontinental, que reunia os campeões da Libertadores e da Liga dos Campeões da Europa e, posteriormente, foi reconhecido pela Fifa como Mundial.

Fonte: G1

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