A ameaça brasileira à Copa Libertadores

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Os times brasileiros sempre foram motivo de preocupação na Copa Libertadores pela qualidade do seu futebol. Este ano, porém, o receio é outro: o país é o líder isolado em casos e óbitos causados pelo COVID. Além disso, o Brasil se converteu em um clube formador de novas cepas da doença.

Tudo isso gera uma preocupação para os países vizinhos, inclusive alguns fecharam as fronteiras terrestres e aéreas com o Brasil. O único ressalvo era o esporte. Devido aos estritos controles e incansáveis testagens, o futebol virou um exemplo no combate à pandemia.

Jogo transferido e realocado

Esta semana, no entanto, o governo do Equador resolveu entrar em capo e dar cartão vermelho para a CONMEBOL. Quando dois jogadores do Grêmio testaram positivo para o vírus, já dentro da cidade de Quito, no Equador, o governo local tomou as rédeas e decidiu que os jogadores do Grêmio não poderiam deixar o hotel onde estavam, seja para treinas ou seja para jogar.

O imbróglio obrigou a CONMEBOL tomar uma medida inédita: tirar o jogo da casa do mandante – porque o visitante estava impossibilitado de jogar no país – e o levar para uma sede neutra, no Paraguai.

Isto gerou indignação nos paraguaios. Com medo do país se transformar no “esgoto da COVID”, o ex-jogador Jose Luis Chilavert disse, em sua conta no twitter: “Senhora juíza (…) proteja o povo paraguaio. Nosso país não é a lixeira do COVID, faça valer o protocolo sanitário”. O ex-goleiro do Vélez Sarsfield acrescentou: “Para a CONMEBOL não importa a saúde dos paraguaios, só querem faturar”.

Problemas na justiça

O jornalista paraguaio, Marcos Velázquez, decidiu levar sua consternação além das redes sociais. Ele iniciou uma medida cautelar para que se cancelasse o jogo entre o Grêmio e os equatorianos do Independiente del Valle em solo paraguaio. Sua demanda era simples: resguardar os direitos de vida e saúde do povo paraguaio. Ora, se a lei é para um, deveria ser para todos. Com esta alegação, o recurso judicial foi instaurado, contudo, foi prontamente negado pelas autoridades paraguaias.

O episódio deixou em dúvida do lado de quem a CONMEBOL está. Talvez por isso, antes do sorteio dos grupos da Libertadores 2021, nesta sexta, o presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez, deu um longo discurso pedindo união. O mandatário pediu um último esforço de todos. “Eu confio que podemos cumprir este calendário se estamos juntos, se o enfrentamos como um time, se nos cuidamos.”, disse o mandatário. “Por isso, hoje eu lhes digo e lhes peço de coração que façamos juntos este esforço”, disse Alejandro.

Como segue o futebol em São Paulo

No estado de São Paulo, o futebol estava proibido desde o dia 15 de março. Nesta sexta-feira (09/04) contudo, o governador João Doria anunciou que aceitou os novos protocolos elaborados pelo Ministério Público Estadual e pela Federação Paulista de Futebol para a volta do futebol no estado.

Ainda que com o sinal verde do governo estadual, ainda existe a possibilidade de que os times brasileiros sejam ciganos nesta Copa Libertadores, jogando apenas em países que autorizem a entrada dos seus jogadores e dificultando qualquer prognóstico sobre a sua participação no torneio continental.

O medo de receber elencos brasileiros já está instaurado na maioria dos países vizinhos, o que pode ser uma dor de cabeça para a CONMEBOL, principalmente pelo lado diplomático. 

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