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O combate à fraude digital e a eficiência nos processos de verificação, sejam eles de identidade ou de documento, atingiram um ponto de inflexão no mercado corporativo. Com o uso crescente de inteligência artificial (IA) generativa por cibercriminosos, refletido em táticas avançadas como deepfakes e identidades sintéticas, o modelo tradicional baseado no uso isolado de múltiplas ferramentas de segurança tornou-se obsoleto. Foi com base neste diagnóstico que líderes de tecnologia, finanças e gestão de risco se reuniram no Conexão Certta, evento exclusivo realizado no dia 23 de março, no Hotel Rosewood em São Paulo, que debateu o futuro da confiança digital.
Dados do Fórum Econômico Mundial indicam que 72% das empresas registraram aumento nos riscos cibernéticos no último ano, com fraude digital, phishing e roubo de identidade entre as principais ameaças. Diante desse cenário, repleto de ameaças sistêmicas, especialistas apontam que a resposta exige uma reformulação estrutural das estratégias de proteção — já que a fraude deixa de ser um problema pontual e passa a operar de forma contínua, exigindo respostas na mesma escala.
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De acordo com Marcelo Sousa, VP de Produto da Certta, esse contexto já impacta diretamente a operação das empresas. "A cada novo padrão de ataque, times de risco e tecnologia são obrigados a revisitar constantemente seus planos, ajustando regras, fluxos e fornecedores em ciclos cada vez mais curtos. O resultado é o aumento do custo operacional, perdas financeiras recorrentes com fraude e um desvio de foco: equipes passam mais tempo gerindo ferramentas, contratos e integrações do que evoluindo o próprio negócio", afirma.
Na avaliação do VP, a fragmentação de soluções antifraude gera redundâncias operacionais, eleva custos e torna a tomada de decisão mais lenta, justamente o oposto do que exige o atual ambiente de risco digital.
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"Empresas precisam combinar diferentes soluções para ajustar o nível de segurança ao risco de cada transação. O desafio é que, isoladamente, essa otimização pode se tornar complexa. A discussão de uma nova categoria no Brasil mostra como é possível centralizar inteligência, cruzar dados em um único ambiente, incorporar expertise de diferentes segmentos e aplicar uma curadoria qualificada de ferramentas, sem perder de vista o impacto na experiência do usuário final", concorda Carlos Eduardo Merlin, CRO da Certta.
O surgimento de uma nova infraestrutura antifraude
O conceito de hub inteligente surge como resposta a essa complexidade dentro das empresas. "Quando dados e decisões passam a operar de forma integrada, a empresa ganha visibilidade completa da jornada de risco e consegue agir de maneira estratégica, não apenas reativa", ressalta Sousa.
Mais do que uma consolidação de ferramentas, o modelo propõe uma mudança de lógica. Em vez de fluxos estáticos e dependentes de configuração manual, o hub opera com inteligência contextual, capaz de aprender com padrões de comportamento e adaptar decisões em tempo real.
A consolidação de uma nova categoria
Durante o encontro, a Certta reforçou seu posicionamento na categoria de hubs de verificação inteligente no Brasil, em um momento de maior visibilidade da empresa após aportes recentes e reconhecimento em iniciativas internacionais, como o programa Emerging Giants 2026, da KPMG, que destaca empresas com alto potencial de crescimento e inovação.
Atualmente, a plataforma da marca conecta mais de 50 tecnologias e bases de dados, incluindo FaceID, ProfileCheck, AuthID, DocID e VerifAI, combinando curadoria, contexto e aprendizado contínuo entre diferentes fluxos.
Para Rodrigo Lattaro, CMO da Certta, o principal desafio agora é ampliar a compreensão do mercado sobre essa nova abordagem. "O hub representa uma mudança de mentalidade. Ele deixa de ser apenas uma ferramenta de validação e passa a ser o centro de inteligência que conecta toda a jornada de risco da empresa", explica.
Segundo o executivo, a tendência deve se intensificar à medida que a inteligência artificial amplia a escala e a sofisticação das fraudes digitais. "Na era da IA, confiança digital não se constrói com soluções dispersas, mas com integração, autonomia e inteligência", diz Lattaro.
Entre os participantes do evento, nomes como o hacker ético Gabriel Pato e a pesquisadora e consultora em Privacidade e Identidades Digitais Yasodara Córdova convergiram sobre como a fraude digital evoluiu de incidente pontual para uma operação contínua e escalável, e, nesse cenário, abordagens fragmentadas deixam de ser suficientes para sustentar segurança e crescimento.
Sobre a Certta
Fundada em 2019, a Certta é um hub de verificação inteligente que integra, otimiza e desenvolve um ecossistema de soluções antifraude para gerar decisões mais seguras.
A plataforma da marca permite verificar identidades e documentos, protegendo pessoas e negócios contra fraudes. Hoje, suas soluções estão presentes em mais de 300 clientes, entre bancos, empresas de delivery, seguradoras, meios de pagamentos e fintechs, apoiando a prevenção a fraudes, a automação de processos, a melhoria da experiência do cliente e o crescimento de receita.
A Certta conta com investimentos da Parallax Ventures e da L4 Venture Builder, fundo da B3.