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Um levantamento realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal de Roraima (UFRR) revelou que os acidentes com escorpiões cresceram mais de 150% no Brasil entre 2014 e 2023, somando 1.171.846 ocorrências no período. O estudo também aponta uma projeção de mais de 2 milhões de casos registrados entre 2025 e 2033. As informações foram noticiadas pelo portal de notícias CBN Total.
Diógenes Renato, diretor técnico da Desentupidora e Dedetizadora Suporte e especialista em controle de pragas urbanas, afirma que o aumento das ocorrências envolvendo esses aracnídeos em áreas urbanas está diretamente relacionado à oferta de alimento e abrigo.
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Segundo o especialista, o escorpião-amarelo se adaptou às redes de esgoto pluvial e cloacal, onde encontra grande quantidade de baratas, atraídas pelo lixo orgânico acumulado nas ruas. Além disso, a espécie se reproduz por partenogênese, permitindo que a fêmea gere até 30 filhotes sem a necessidade de acasalamento, o que acelera a proliferação do aracnídeo.
O diretor técnico destaca ainda que a expansão urbana também contribui para o avanço da espécie, já que reduz a presença de predadores naturais, como sapos, lagartos e aves. Outro fator apontado por ele é o acúmulo de entulho gerado por obras e reformas, que cria abrigos ideais para os escorpiões.
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"A canalização de córregos cria quilômetros de galerias subterrâneas. O animal utiliza essa rede de tubulações para transitar entre os quarteirões e acessar o interior dos imóveis por meio dos encanamentos", acrescenta.
Na análise da Dedetizadora Suporte, o pico de registros de acidentes com escorpiões em São Paulo (SP), onde a empresa atua, ocorre entre dezembro e março, período marcado por altas temperaturas e chuvas intensas. O calor aumenta a atividade dos animais, enquanto as precipitações alagam galerias subterrâneas e bueiros, forçando os escorpiões a deixarem seus abrigos e buscarem refúgio em residências.
Dentro das casas, Diógenes Renato informa que esses aracnídeos costumam ocupar caixas de gordura, ralos de banheiro, caixas de passagem de fiação, frestas em paredes e até pilhas de roupas, dentro de calçados e atrás de armários. "Já nas áreas comuns de condomínios, os focos incluem a casa de máquinas dos elevadores, depósitos de lixo, garagens subterrâneas e pilhas de madeira ou restos de obras", alerta.
Controle profissional é essencial no combate
Nesse contexto, Diógenes Renato reforça que o serviço de dedetização profissional é uma estratégia importante para prevenir infestações de escorpiões. Segundo ele, a aplicação de inseticidas domésticos em spray pode irritar o animal e aumentar o risco de acidentes, já que o escorpião possui a capacidade de fechar seus estigmas pulmonares e sobreviver a venenos comuns.
O especialista também explicita que muitas pessoas utilizam creolina, querosene ou cloro nos ralos, substâncias que não eliminam os escorpiões e ainda podem causar intoxicações ou incêndios nas tubulações.
O desconhecimento sobre a gravidade dos acidentes também agrava o problema. Conforme explica Diógenes Renato, o veneno do escorpião-amarelo afeta o sistema nervoso e pode provocar edema pulmonar fatal, especialmente em crianças de até sete anos e idosos.
A equipe da Desentupidora e Dedetizadora Suporte utiliza produtos químicos microencapsulados de uso profissional para eliminar baratas, principal fonte de alimento dos escorpiões. Além disso, os técnicos realizam o mapeamento do imóvel para identificar falhas no isolamento de ralos e rodapés, reduzindo o risco de infestação.