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Popular no final dos anos 90 e na primeira década de 2000, o SMS foi, com o tempo, perdendo espaço para novas formas de comunicação. Entre elas, o Rich Communication Services (RCS), que transforma a funcionalidade de mensagens do celular em uma interface mais interativa e semelhante às do WhatsApp ou Telegram, sem a necessidade de o usuário criar uma conta.
O mercado de RCS tem um tamanho global estimado de US$ 2,8 bilhões (R$ 13,7 bilhões, na cotação atual), considerando o ano de 2025. A previsão é de que o setor cresça e atinja mais de US$ 8,8 bilhões (R$ 43,2 bilhões) em 2030, conforme apontado em relatório da Mordor Intelligence.
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No Brasil, segundo o site ADNews, o RCS tem uma base superior a 135 milhões de usuários ativos. Teles Alexandre, CEO da Eyou, explica que a adoção do RCS deixou de ser uma promessa de inovação para se tornar o padrão arquitetônico do envio de mensagens.
"Esse crescimento acelerou de forma exponencial e atingiu a sua maturidade agora em 2026. O grande divisor de águas foi o suporte nativo da Apple ao protocolo (a partir do iOS 18), o que finalmente encerrou a fragmentação entre Android e iOS, criando uma verdadeira ‘mensageria universal’", afirma Teles Alexandre. A Eyou, empresa da qual ele é CEO, atua no desenvolvimento de soluções inteligentes para comunicação no mercado corporativo.
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Ele informa que alguns fatores específicos impulsionaram a demanda do RCS. Um deles é a busca por maior segurança, especialmente diante do aumento de golpes por SMS. Diante dessa preocupação, o mercado exigiu um protocolo que suportasse o remetente verificado, ou seja, a garantia de que quem está enviando a mensagem é realmente quem diz ser.
Em segundo lugar, a exigência do marketing por métricas exatas (como confirmação de leitura) e interatividade rica (mídia de alta qualidade) sem obrigar o cliente a baixar um aplicativo de terceiros também influenciou na expansão, diz Alexandre.
No caso das empresas, a interatividade proporcionada pelo RCS também surge como um diferencial, acrescenta o executivo. "No SMS tradicional, a jornada exigia que o cliente recebesse o texto, clicasse em um link, abrisse o navegador, fizesse login em um site e só então concluiria a ação. Cada uma dessas etapas gera perdas severas de leads", descreve Alexandre.
Em comparação, o RCS permite a ação em um único toque. "O cliente vê um carrossel visual de produtos na própria mensagem, clica no botão nativo de comprar ou pagar e resolve a demanda na mesma interface. Menos cliques e mais recursos visuais traduzem-se em um aumento drástico do retorno sobre investimento (ROI) das campanhas", detalha o CEO da Eyou.
Alexandre acentua que, na visão da empresa, a mensageria não se limita ao visual da mensagem, mas abrange também a engenharia que garante a entrega. O executivo menciona ainda que a Eyou vê o downgrade inteligente (também chamado de fallback nativo) como um grande diferencial técnico para o RCS.
"Como o RCS exige internet, se o cliente estiver em uma zona sem cobertura 4G/5G, a mensagem poderia se perder. A arquitetura da Eyou faz uma verificação em milissegundos e, se detectar a falta de rede, converte automaticamente esse RCS em um SMS corporativo, garantindo a entrega do conteúdo crítico para os mais de 234 milhões de celulares no Brasil. Nosso propósito é entregar o impacto visual do RCS sempre que possível, com a garantia blindada de entrega do SMS", sustenta Alexandre.
Outro ponto mencionado pelo CEO é a hiperpersonalização por meio de inteligência artificial contextual e integração nativa de sistemas. Em outras palavras, a infraestrutura da Eyou se conecta diretamente ao ecossistema do cliente. Quando é enviado um RCS ou WhatsApp, o sistema entende o contexto atual daquele consumidor, pontua o executivo.
Dessa forma, em vez de enviar uma oferta genérica, a API reconhece o histórico, identifica que ele tem um pedido em trânsito e personaliza a mensagem de forma proativa, detalha Alexandre. "Quando a inteligência é ancorada em servidores de alta disponibilidade, a mensagem certa chega na hora certa, facilitando a retenção", conclui.
Para saber mais, basta acessar o site da Eyou: https://eyou.com.br/