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A rotina de CEOs e executivos é marcada por longas jornadas diante do computador, excesso de reuniões, viagens constantes e pouco tempo para cuidados pessoais. Essa combinação, embora comum no mundo corporativo, pode trazer sérias consequências para a saúde vascular.
De acordo com Portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC) do Brasil, com dados dos atestados de óbitos brasileiros, a mortalidade por AVC no Brasil continua ultrapassando o infarto: foi de 75.553 em 2019, 76.382 óbitos em 2020, 81.822 em 2021, 87.749 em 2022 e 84.931 em 2023, números parecidos com os dados oficiais do SUS, que podem variar um pouco, de acordo com a metodologia aplicada nos critérios de busca (CIDs considerados na pesquisa).
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No ano de 2024, o número total de óbitos por AVC foi de 85.065 casos, seguido de 77.477 mortes por infarto, segundo dados dos registros de atestados de óbitos.
No DATASUS, a última atualização é de 2023, com 105.173 óbitos naquele ano, considerando os CIDs de I60 a I69 e G45-G46. Nesta metodologia, foram incluídos dados de infarto cerebral, AVC isquêmico, AVC hemorrágico, hemorragia subaracnoidea e AVC não-especificado como isquêmico ou hemorrágico.
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Segundo a cirurgiã vascular Camila Caetano, muitas vezes os sinais de alerta não são perceptíveis. “Não é raro encontrarmos casos de varizes ocultas, que não são visíveis a olho nu, mas já provocam sintomas como dor, sensação de peso e cansaço nas pernas”, explica.
O problema é agravado por fatores típicos da vida executiva. Permanecer sentado por muitas horas em frente ao computador reduz a circulação sanguínea, enquanto longos voos de avião favorecem a estagnação do sangue nas pernas e aumentam o risco de trombose venosa profunda.
De acordo com Camila Caetano, a busca por atendimentos personalizados tem crescido entre CEOs justamente porque esse público associa saúde a desempenho no trabalho. “Executivos enxergam o cuidado com a circulação não apenas como prevenção de doenças, mas como uma forma de manter energia, disposição e alta performance no dia a dia”, destaca.
A especialista reforça que medidas simples, como pequenas pausas para movimentar as pernas, exercícios físicos regulares e acompanhamento médico, podem fazer a diferença. “A vascular não deve ser lembrada apenas quando os sintomas são graves. Cuidar da circulação é investir na longevidade da carreira e na qualidade de vida”, completa.