23 de janeiro, 2026

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Gráfica aumenta receita na produção de cadernos para 6,05%

Gráfica aumenta receita na produção de cadernos para 6,05%

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Famílias brasileiras encerram o ciclo de compras de Natal e já engatam na lista de material escolar para a volta às aulas. Com o orçamento mais apertado entre as classes D e E, as mesmas driblam estratégias para que seus filhos iniciem o ano letivo com os itens necessários dentro da mochila.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro, mesmo que 42% dos consumidores considerem a lista de compras excessiva, nove em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar pretendem comprar os materiais de escola para este início do ano, com participação de 89% do investimento dos materiais básicos como caderno, lápis, borracha e outros, seguido de 73% para a compra de uniformes e 69% de livros didáticos.

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A pesquisa do Instituto Locomotiva também mostra que o maior impacto na hora de mexer no bolso para renovar o material escolar se concentra em 52% nas classes D e E, enquanto cerca de 32% das classes A e B são afetadas na hora de ir às compras. E mesmo com esses efeitos econômicos no país, o Instituto diz que 84% dos entrevistados vão diminuir os gastos com lazer, viagens e outros gastos, para focar no orçamento destinado para a volta às aulas.

Já de acordo com o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), em parceria com a FIA Business School, aponta que há famílias que irão optar pelo reaproveitamento de alguns itens usados no ano passado e até opções mais baratas.

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O coordenador de marketing da Gráfica GIV Online, Victor Nakamura, detalha como a gráfica tem contornado esse cenário para equilibrar o volume de vendas e receita de itens de papelaria escolar para fornecer ao público de todas as classes econômicas.

"Aliar preços que se adequem ao orçamento do brasileiro, sem abrir mão da qualidade dos insumos, impressão e acabamento, é um desafio que encaramos como compromisso para que viabilize a compra tanto no varejo quanto no atacado", diz.

Em nota, o especialista da gráfica conta que a receita obtida através da venda de cadernos personalizados desde o dia 1º de janeiro deste ano até o dia 22 de janeiro tem encontrado um ponto de equilíbrio, mesmo que o cenário econômico mostre um sinal de alerta, já que, de acordo com o Ibevar e a FIA Business School, a projeção de vendas apresenta um recuo de 5,9% neste ano letivo.

O Ibevar apontou em pesquisa que as vendas de materiais de escola sofreram uma queda em 2024, com 8,2%, mas tiveram um aumento de 2,7% em 2025. E Victor, da Gráfica GIV, que produz a linha de papelaria escolar, explica que, comparado a janeiro de 2025 para 2026, o setor gráfico conseguiu se sobressair no real contexto econômico, apresentando um ticket médio consolidado de 2025 a 2026 de R$ 24,94 por caderno, mantendo um equilíbrio na receita total da produção do caderno escolar, que conseguiu um aumento de 6,05% até a segunda quinzena de janeiro, comparado ao mesmo período do ano passado.

Victor da GIV ressalta que as classes D e E podem encontrar uma saída com alternativas mais baratas para customizar o caderno que será reaproveitado, com adesivos e etiquetas personalizadas para personalizar copos, squeezes e aproveitar para identificar todos os itens de material escolar, visto que há adesivos que custam R$ 0,04 o valor unitário. Já as classes A e B, o analista relata que esse público ainda prefere escolhas customizadas, como cadernos e agendas personalizadas, por manter o padrão de exclusividade e contar com maior valor agregado.

"Nessa volta às aulas, o ramo gráfico precisou estudar várias alternativas para que o aluno conte com uma experiência positiva ao iniciar as aulas, com opções personalizáveis tanto para o público de baixa renda quanto para o público que quer seguir tendências de papelaria para esse ano. Nos adaptamos ao comportamento do mercado para que todos tenham acesso aos materiais necessários para o primeiro dia de aula", finaliza o gestor da gráfica.

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