26 jovens da Fundação CASA de Botucatu participam do Encceja PPL para conclusão do Ensino Fundamental e Médio

Um grupo de 26 jovens que cumprem medida socioeducativa no centro da Fundação CASA de Botucatu participarão nos dias 18 e 19 de setembro da edição 2018 do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja Nacional PPL) cujas provas acontecem em todo o país. Ao total, no estado de São Paulo, 3.580 jovens, de ambos os sexos e que cumprem medida socioeducativa na Fundação CASA foram inscritos para o exame.

O Encceja PPL direciona-se a pessoas privadas de liberdade (adultos no sistema prisional e adolescentes em medida socioeducativa de internação) que não conseguiram concluir os estudos na idade-série correta e que buscam a certificação do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio – ou ao menos a proficiência em algumas disciplinas. Desde 2017, o Exame do Ministério da Educação (MEC) passou a certificar o Ensino Médio – antes era apenas o Fundamental.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é responsável pela execução. Para obter a certificação do Ensino Fundamental, o inscrito precisa ter ao menos 15 anos, enquanto a pessoa que deseja certificar-se no Ensino Médio precisa ter ao menos 18 anos, além do Ensino Fundamental completo. De acordo com o MEC, o Ensino Fundamental possui nove anos e o ingresso da criança se dá aos seis anos de idade, com expectativa de conclusão aos 14 anos. Segundo o Ministério, a faixa etária de 15 a 17 anos é a considerada adequada para cursar o Ensino Médio.

Jovens e adultos com idades cronológicas incompatíveis com as das séries encontram-se em defasagem idade-série. Essa é uma realidade entre a maioria dos adolescentes que cumprem medida socioeducativa na Fundação CASA. Em junho de 2018, 94,07% dos rapazes e 90,53% das garotas possuíam idade cronológica inadequada à série escolar.

“A realização do Exame possibilita a elevação da escolaridade e amplia o universo de oportunidades e escolhas após cumprimento da medida de privação de liberdade”, explica a gerente de Educação Escolar da Fundação CASA, Neuza Ewerton Flores. A educação escolar na Fundação CASA é realizada em parceria com a Secretaria do Estado da Educação. Os adolescentes privados de liberdade são matriculados em escolas da rede pública estadual, mas têm aulas dentro dos centros socioeducativos, com professores da Secretaria. O cronograma de aulas, conteúdos e material didático seguem aquilo que é ministrado na rede pública do Estado.

Sobre as provas O Encceja divide-se em quatro provas objetivas, conforme o nível de ensino, além de uma redação. Cada prova possui 30 questões de múltipla escolha. Os presos adultos e jovens privados de liberdade que tentam a certificação do Ensino Fundamental são avaliados nas seguintes áreas: Ciências Naturais; História e Geografia; Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física, Matemática e Redação. Já os que farão as provas do Ensino Médio responderão a questões de Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Linguagens e Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; e Redação. Todas as provas serão aplicadas nos centros de atendimento socioeducativo ou nas unidades prisionais.

Com Assessoria

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