Região: Justiça condena servidor público por crimes sexuais

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A Justiça de Bauru condenou o servidor público Thiago Savian Campese, 40 anos, a 16 anos, dez meses e 20 dias de reclusão em regime inicial fechado, e a perda do cargo de auxiliar de dentista que exercia na Prefeitura de Arealva (41 quilômetros de Bauru), por abusar sexualmente de crianças com idade entre 8 e 9 anos no interior da escola de ensino fundamental onde ele trabalhava. Os crimes teriam acontecido em 2017, e desde outubro, quando o inquérito foi instaurado, Campese permanece preso.

A defesa dele informou que recorrerá da decisão em primeira instância. Ainda assim,  o réu não poderá apelar em liberdade.

A sentença foi publicada no Diário Oficial nessa terça-feira (8).

A ação penal foi julgada parcialmente procedente. Campese foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável cometido de forma continuada por noves vezes, contra sete crianças (uma delas teria sido abusada por três vezes), e por possuir e armazenar conteúdo pornográfico envolvendo menores.

Ainda na sentença, o juiz o absolve das acusações de estupro em relação a outras quatros crianças.

DEFESA

A defesa de Campese sustentava tese de negativa de autoria quanto aos estupros. Já em relação aos conteúdos pornográficos encontrados em equipamentos eletrônicos, o advogado Alisson Caridi aponta que seu cliente teria admitido ter acessado sites com este tipo de conteúdo. “Mas isso ocorreu em 2013, ele não via mais”, completa Caridi. Em 2012, um inquérito da mesma natureza pesava contra ele, mas o processo acabou arquivado.

Ainda de acordo com Caridi, o Ministério Público buscava a condenação autônoma do réu para crimes cometidos contra cada uma das vítimas. “Daria mais de 80 anos de prisão, mas conseguimos diminuir ao sustentar crime continuado”, observa o advogado.

HISTÓRICO

A prisão preventiva de Campese havia sido decretada em 24 de outubro do ano passado pela 4.ª Vara Criminal a pedido do delegado Luiz Augusto Puccinelli, responsável na época pelo expediente da delegacia de Arealva, quando tiveram início as apurações de eventual crime de estupro de vulnerável a pedido do Ministério Público.

A denúncia veio a público quando onze crianças alegaram terem sido vítimas de algum tipo de abuso cometido pelos servidor no interior da escola fundamental onde ele trabalhava.

Segundo a investigação, o funcionário aproveitava os momentos em que ficava sozinho com os alunos para acariciar seus partes íntimas.

Na época, também houve cumprimento de busca na casa do servidor público e três celulares, uma CPU, um pendrive e DVDs foram apreendidos.

Quando tornaram as denúncias públicas, ele acabou afastado das funções e o prefeito prometia instaurar um processo administrativo sigiloso de forma paralela à ação penal.

Fonte: Jcnet

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