Justiça manda prender suspeitas de agredir crianças dentro de creche de Itatinga

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A Justiça de Itatinga (SP) determinou na tarde desta terça-feira (11) a prisão das duas servidoras que foram flagradas por câmeras de segurança agredindo crianças de 2 e 3 anos em uma creche mantida pelo município.

O pedido de prisão havia sido feito um dia antes, na segunda-feira (10), pelo Ministério Público e Polícia Civil, que investigam o caso. Os advogados das cuidadoras disseram que só vão falar sobre o pedido de prisão assim que forem notificados pela Justiça. Como não foram notificadas, não são consideradas foragidas.

As duas funcionárias da creche foram afastadas das funções após a divulgação do vídeo, segundo a procuradoria jurídica da prefeitura de Itatinga . Além da polícia, o Conselho Tutelar também acompanha a denúncia e vai encaminhar as crianças para acompanhamento psicológico.

Os vídeos foram gravados na última quarta-feira, dia 5 de julho, e foram divulgados nas redes sociais. A Polícia Civil já adiantou que vai analisar o monitoramento dos últimos meses para tentar identificar há quanto tempo as agressões aconteciam.

Nesta terça-feira, mais uma mãe registrou boletim de ocorrência na delegacia de Itatinga relatando possíveis agressões. Uma mãe, que pede para não ser identificada, diz que as agressões aconteciam há tempos.

“Há mais de um ano isso acontece, ela [criança] não queria ir pra creche, reclamava que as tias puxavam o cabelo, batia, brigava. Eram essas mesmas cuidadoras”, disse a mulher, que afirmou ter procurado a Polícia Civil, a Diretoria de Ensino e o Conselho Tutelar de Itatinga.

A Polícia Civil informa que encaminhou para o Fórum o processo dessa mãe, que segue em segredo de justiça. O Conselho Tutelar diz que orientou a mãe e cobrou da prefeitura, ainda na gestão passada, medidas a respeito da creche, sem obter resposta.

A reportagem conversou por telefone com João Rafael Moraes de Oliveira, que era o diretor de Educação de Itatinga no ano passado, quando o caso aconteceu. Ele informou que uma sindicância foi aberta no ano passado mas que, por conta da troca de governo, não chegou a ser concluída. Afirmou ainda que a prefeitura não afastou as cuidadoras na época porque, segundo ele, faltavam provas.

Fonte: G1

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