Artigo: Síndrome do Quase – Por Dr. Francisco Habermann

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Somos quase em tudo. Quase bons, quase ven­cedores, quase compe­tentes, quase perfeitos, quase campeões. Não sabemos bem como, mas estamos quase chegan­do lá… Onde mesmo?

Digo assim porque ouço quase diariamente de amigos e também de pacientes vários relatos sofridos dos quase do­entes, dos quase deses­perados

Com eles aprendi que ser quase não é bom, espe­cialmente em termos de saúde física ou mental. O sofrimento decorrente do quase é tão sentido como o do próprio acometimen­to. Está sempre presente senão no corpo, também na mente.

A definição clara do nosso estado orgânico e mental ajuda na manutenção da saúde. Isso depende da observação, de estudo e conhecimento de si mes­mo.

Essa definição pessoal dá trabalho, sim – para o pa­ciente e para os profissio­nais da saúde – mas existe uma situação clínica que ensina muito. É o enten­dimento da chamada Sín­drome Metabólica.

Pouco conhecida por esse termo técnico, mas muito sentida no dia-a-dia dos pacientes.

São aqueles quase diabé­ticos, quase hipertensos, quase obesos, quase hi­perlipidêmicos ( níveis de colesterol e frações com valores pouco acima do normal nos exames bio­químicos sanguíneos ) e outros ‘quases’.

A prevalência desses ‘qua­ses’ simultâneos ( juntos, no mesmo paciente ) está aumentando acelerada­mente na população. Tra­ta-se de risco com redu­ção de sobrevida e este alerta é urgente.

A ansiedade gerada por estes ‘quases’ promove um sofrimento silencio­so, detectado nos con­sultórios médicos e de psicólogos e, quase sem­pre, a melhoria implica na mudança do estilo de vida e de pensamento.

Parece que é nesse ponto que o sofrimen­to aumenta mais ainda. Mudar estilo de vida é necessário, mas penoso. Vejo por mim.

Ai, ai… um quase desespero…

* *Dr. Francisco Habermann é ex aluno da 1ª. Turma de Medicinada FCMBB, docente aposentado da atual FMB-UNESP. Professor da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu

 

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