Artigo: O mundo dos sem computadores – Por Eduardo Carrega

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Quem não tem em casa um parente de mais idade que odeia usar o computador? Acho que quase todo mundo, mas tão comum quanto, é a quantidade destas pessoas que estão com um smartphone na mão, navegando no Facebook, ou participando dos grupos “Família Buscapé” no WhatsApp.

Esta é a realidade dos“sem computadores”, gente que sempre detestou tecnologia, mas não por ela ser ruim, mas pelo fato de ser mau entregue ao usuário, em forma de teclados, cabos, modens e uso complexo.

A melhoria veio com a popularização dos smartphones, melhores sistemas operacionais, conexões móveis 3G e 4G, praças digitais, wifi públicos, tornam o acesso à internet muito mais farto, descomplicado e divertido. Vemos merchans em novelas apresentando pessoas mais maduras utilizando apps de banco, outra pedindo um táxi, o fato é que a popularização  e adoção passou por um longo processo de renovação cultural e quebra de paradigmas, e coisas como “odeio computadores, odeio celulares”, já não pegam tão bem para quem diz, nem fazem bem a ela mesma.Podemos comer com o uso de aplicativos, acessar bancos e efetuar todo tipo de movimentação financeira, ou ainda abrir uma conta, aderir a um cartão de crédito, seguro, controlar finanças, ouvir todas as músicas do planeta em serviços como Spotify e Deezer, comprar ingressos do cinema, ou até assistir um filme num serviço de streaming como Netflix, se tiver um chromecast então em sua TV, só faltou o app de pipoca!

A utilidade pública também dá seus passos, quem está em um ponto de transporte público pode saber em tempo real onde está seu ônibus, e não estamos falando de grandes centros, estamos falando de Botucatu, onde o recurso existe há alguns anos e está disponível para quem quiser. Agora imagine, pedir para aquele mesmo parente (do grupo da Família Buscapé), para fazer tudo isso em um computador.

Sem chance, concorda? Seriam downloads, drivers, instalações, antivírus, avançar, avançar. Ok..Esquece, impossível.

Comercialmente falando focamos tanto em inclusão digital num passado remoto, visando classes menos favorecidas ou locais de pouco acesso, e paralelamente o que vimos foi a inclusão de uma faixa de público de excelente poder aquisitivo, consolidado, e cada vez mais confortável no processo de compra e contratação de serviços online. Os números de acordo com os órgãos controladores apontam que no Brasil mais de 70% do tráfego de internet já é oriundo de smartphones, e as rede sociais já tem público expressivo acima de 27% em faixas etárias superiores aos 55 anos, comprando, pesquisando e interagindo, onde quer que estejam.

Seu negócio já está pronto para a tender este público? Já está planejando seu aplicativo para vender seu tipo de serviço ou produto, porque o público já está aí, e crescendo vertiginosamente, e de fato você também é parte deste público. Vamos ficar atentos, o mundo dos “sem computadores” passa longe do mundo dos “sem dinheiro”, muito pelo contrário, é uma fatia em crescimento no mercado que pode ser melhor explorada pela sua atividade comercial

*Eduardo Carrega atua há 17 anos no mercado de tecnologia, em diversas agências digitais pelo Brasil

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