Artigo: Alckmin e o Grande Erro com o Servidor Público – Por Antonio Roberto Mauad

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Nos últimos 23 anos (de 1995 a 2018), o governo de São Paulo tem sua gestão feita pela “Social Democra­cia Brasileira”, ideologia que notabiliizou-se no Brasil por entregar o Estado ao mercado, crendo em ser ele suficiente para gerir as necessidades da sociedade, e estes governos impelem premeditadamente a ine­ficiência a todo o serviço público em detrimento do privado, para ao longo do tempo desfazer- se de bens públicos, alguns valiosos.

Nas últimas décadas, há de se reconhecer que os servi­ços públicos e parte de seus servidores estão em des­compasso com os valores da sociedade contemporâ­nea, que se notabiliza pelo uso de redes sociais

impul­sionadas pela globalização, informando e disseminando informações, cobrando a so­ciedade do serviço e de nós, servidores públicos, melhor desempenho de nossas ati­vidades. Contudo, criticas como baixa qualidade dos serviços públicos, morosida­de entre outras, consequên­cia de uma legislação arcaica que engessa a gestão pública de dar celeridade à execução dos serviços, como também quando necessário dispen­sar servidores inadequados, e fazer a reposição rápida da vaga.

Outra razão, o neoliberalis­mo dos tucanos que maldo­samente visam entregar o Es­tado ao mercado, sem muito ponderar as consequências à sociedade. Pois assim agem, desconsideram que

inegavel­mente há serviços cuja com­petência única é do Estado: saúde, segurança, educação, área social, regulação de mercados, e outros.

Aqui não se propugna que o Estado deva manter o ta­manho atual no Brasil, mas também não compactua, por exemplo, com o que se vem fazendo nos estados de São Paulo e Paraná, sobretudo sob a égide dos “sociais de­mocratas” Alckmin e Beto Richa (2011-2018). Notem: educação, saúde, polícia civil, técnicos da receita es­tadual, este último sempre com bons salários devido à qualificação exigida, e ou­tros tantos da gestão pública paulista e paranaense, cada qual discordante com as ges­tões Alckmin e Richa.

Se Alckmin de fato fosse

bom gestor, como sugere sua publicidade institucional e, sobretudo, como propa­gam seus adeptos no interior paulista, ele teria há tempos proposto um arcabouço de leis estaduais visando a dar agilidade à gestão pública. Entre estas leis algumas que dessem maior possibilidade de processo de dispensa do servidor por baixo rendimen­to no serviço, baixa qualida­de, assiduidade, acatamento, probo, entre outros critérios legais, bem como, a contra­tação de outro servidor em regime CLT. Isto provavel­mente não deve ferir direitos adquiridos, mas estabelece parâmetros à gestão.

Contudo, o ex-Governador Alckmin nada fez nestes anos para melhorar os serviços estatais, dando qualidade e celeridade, o que traria a so­ciedade junto dele e a seu fa­vor, ainda e certamente que as entidades dos servidores iriam criar várias dificuldades na defesa de seus interesses corporativos. Alckmin justifi­caria as privatizações dos de­mais serviços que podem ser tocados pela iniciativa priva­da. Não fez por errônea con­vicção que o Estado deve ser diminuto ao invés de eficaz. Porém, a sociedade brasileira, que entre outros, se caracteriza com renda média à baixa, muitos do Estado dependem, pois há séculos foram acostumados de alguma forma a ser pelo Estado provido.

O gestor público compe­tente busca o melhor a fa­zer na gestão, mas Alckmin muito desapontou, ainda que tenha realizado boas coisas no estado, mas fal­tou-lhe coragem de algo fazer para melhorar o ser­viço público paulista, op­tando por precarizá-lo, vide as universidades públicas antes e após as gestões Al­ckmin, educação, saúde, po­lícia civil, a ferrovia quando Alckmin foi o vice de Covas, entre tantos exemplos reais de sucateamento premedi­tados pela maldosa “Social Democracia Tupiniquim” de Alckmin. ­

Antonio Roberto Mauad, o“Turquinho”, é funcionário público estadual, tecnólogo em marketing e MBA em Gestão Pública.

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