Dólar fecha em leve queda nesta sexta, de olho em juros nos EUA, mas sobe na semana

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O dólar encerrou a sexta-feira (11) em leve queda ante o real, após um dado de inflação mais fraco do que o esperado nos Estados Unidos esfriar as apostas para nova alta de juros no país neste ano. Ao longo da sessão, no entanto, os investidores monitoraram os cenários externo, em meio às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Coreia do Norte, e interno, com as discussões sobre a meta fiscal.

Na semana, porém, a moeda norte-americana subiu em relação ao real. A moeda norte-americana caiu 0,05% nesta sexta, a R$ 3,1741 na venda. Veja a cotação do dólar hoje. Na semana, a alta foi de 1,56%.

Juros nos EUA e tensões geopolíticas

“O dólar deu uma corrigida nos últimos dias e a inflação dos EUA favoreceu uma realização, mas com o final de semana, o investidor prefere não ficar vendido”, resumiu um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local.

Nos últimos três pregões, o dólar havia acumulado alta de 1,61% e, nesta sexta-feira, abriu espaço para corrigir após o dado norte-americano. O movimento, entretanto, perdeu força nos minutos finais da sessão.

O Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos subiu 0,1% no mês passado, abaixo do esperado por economistas consultados pela Reuters, de alta de 0,2%. O resultado sinaliza inflação benigna que pode levar o Federal Reserve, banco central norte-americano, a ser cauteloso sobre a elevação das taxas de juros novamente neste ano.

O dólar recuava cerca de 0,4% frente a uma cesta de moedas, perdendo terreno também ante divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

Juros maiores nos EUA tendem a atrair recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.

Ainda no exterior, as ameaças entre Estados Unidos e Coreia do Norte mantiveram a luz amarela entre os investidores. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu novo aviso aos norte-coreanos nesta sexta-feira, afirmando que as armas norte-americanas estão prontas e carregadas.

“As ameaças entre Washington e Pyongyang sobem de tom e, na ofensiva, mantém os mercados em modo de alerta”, resumiu a corretora Guide em relatório.

No Brasil

Internamente, os investidores seguiam de olho nas negociações para a mudança da meta fiscal deste e do próximo ano. Na quinta-feira, a após mais de três horas de reunião entre o presidente Michel Temer, os ministros da área econômica e parlamentares, não houve definição sobre a mudança da meta fiscal deste ano e de 2018.

Fonte: G1

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